Velhas formas

Formas contém seus próprios ângulos e não se encaixam em quaisquer espaços;

cada qual é cada qual, onde se encontra, se encaixa, se pertence.

Há formas que se modificam, transformam se tornam novas;

e novas formas não se encaixam em velhas formas.

Velhas formas não cabem em novas marcas de pegadas.

Olhei para o meu interior e na escuridão que ali havia uma luz brilhou;

olhei ao meu redor e nada do que antes se encaixava perfeitamente, cabe mais;

ações antes pensadas ser realizadas na certeza, agora há clareza de que não se encaixa mais na luz que acendeu.

Para que uma nova plantação se inicie é preciso arrancar a velha;

observei, olhei, a luz brilhou e o que antes tinha certeza de ser quem eu era, descobri que estava longe de ser quem eu realmente Sou.

Velho hábitos, ações, formas de pensar, moldes antigos, aqui agora, na nova forma não se encaixam mais.

Velhas formas do um dia acreditou-se ser, e que talvez foi, agora não é mais;

e mesmo que o luto se instale por um tempo, por eventualidade passa;

tudo caminha, tudo se refaz.

Formas se modificaram, transformaram-se, tornam novas;

novas formas não se encaixam em velhos moldes;

velhas formas não cabem em novas ações;

o que antes parecia ser a vida, agora a vida, como realmente é, diz “oi” quebra todas as ilusões antes seguidas;
desfaz todos os personagens antes criados, vestidos, em atuação e entra em ação.

Nathalia Favareto