Talvez o olhar para vida, deva ser aquele que nunca pensou em olhar;
aquele que traz o som calmo de uma melodia instrumental;
aquele que toca quando a chuva cai em países tão ensolarados que tudo parece se acalmar;
o olhar que muitas vezes é levado como chacota por acharem que é ilusionar-se demais.
Um sopro é o que se resume a vida, um sopro de segundos entre estar aqui ou não, por algum tempo, mas quanto tempo, não se sabe;
a forma como será vivida é decidida completamente por você, ninguém mais além de si mesmo.
Em minha vida houve várias versões de visões que escolhi ver e viver, mas hoje sentada aqui, nesse dia entre chuvas, frio e sol, percebi que não escrevo livros de amor e romance à toa, escrevo porque desde sempre há essa voz que ecoa, viva onde a calmaria de um romance repousa.
Se for para criar a sua história, crie-a na fórmula que faz seu coração pulsar de amor, de paz de construção e união.
Se for para ter um olhar para vida que seja de romantizar, sim, porque sou filha do Criador, eu Cocrio, e assim, escolho Cocriar tudo o que eu puder imaginar de amor, romance, compaixão e felicidade.
Não há momento como o agora; no agora não há o que se preocupar com o futuro ou chorar e sorrir pelo passado. A cada novo nascer do sol um novo dia uma nova vida; pelo que está correndo atrás? Para onde correr ou correr de onde? Ao correr saiba, os piores monstros correrão com você, afinal cada um cria os seus próprios e se não parar e enfrenta-los passará a vida a correr e correr; investirá sua juventude nessa corrida; chorará pela juventude perdida pela tal corrida; correr tanto… para onde tanto correr? A mudança está na pausa, na observação que só no silêncio ocorre. Corri tanto e tanto para em certa idade entender; que não há para onde nessa vida correr ou chegar; há apenas as sombras dos monstros criados a encarar. O que é da terra na terra para sempre ficará; o que é da alma com ela permanecerá; a cada agora é uma escolha de correr para a terra conquistar; ou pausar para observar e escutar o que o silêncio tem a revelar; observar a mim mesma e conquistar a liberdade da minha alma com ajuda da terra aqui e agora e todo dia enquanto aqui estar; esse é o único objetivo nessa vida alcançar; na única certeza que o corpo passa, mas a verdade que a alma integra para a eternidade ela levará. Correr para onde? Quando o aqui e agora é onde sempre deve estar, é o infinito e eterno; o que sempre deve-se aproveitar.
um dia aquele sonho guardado na gaveta encontre uma forma de sair;
um dia o trabalho que desejo chega sem licença pedir.
Um dia quem sabe eu…
um dia a mais;
apenas, talvez mais um dia.
Um dia eu mudo, paro de contar esses absurdos;
um dia tudo se ajeita, mesmo não sabendo qual é o jeito;
um dia a vida acontece e a felicidade brota;
talvez um dia tudo isso faça sentido;
um dia quem sabe…
Um dia, talvez eu até case, mude de país ou esconda-me em meio a mata isolada;
um dia, quem sabe, talvez, um dia é tudo que preciso aguentar;
só mais um dia.
Ah, talvez um dia receba a recompensa por tudo que passei;
um dia, sim, um dia talvez tudo o que preciso é de um dia a mais para tudo se organizar.
Ah talvez se esse dia for hoje?
Hoje eu me torno quem eu sou;
hoje pisco e vejo que tudo mudou;
hoje vivo os meus sonhos;
visualizo, sustento, crio esse encontro, a vida do “um dia” no hoje e ponto.
Hoje, o dia que a escolha passa a ser minha e tudo muda;
hoje assumo a responsabilidade sobre a vida a mim doada;
hoje se torna ação da responsabilidade da história contada e recontada do “talvez” e aqui ela se encerra e fica acabada;
hoje eu realizo e vivo o que no “um dia” deixava para o acontecer e cantarolava.
Hoje eu vivo o agora, aproveito a jornada;
e o amanhã se torna agora e o agora o amanhã e então o agora no hoje vira a eternidade da realização da vida na vida de tudo o que havia sido um “talvez um dia”;
e o “um dia” passa a ser hoje e agora.
Hoje e agora eu realizo, crio, vivo, sustento e sigo sem espera, sem talvez;
apenas sou o que sempre acreditei que a vida para mim deve ser;
pois se eu posso imaginar, eu posso criar;
se eu posso criar eu posso viver;
se eu posso viver, vivo a sonhos realizar.
E hoje eu crio agora e risco da história da minha vida antes contada o “talvez um dia”;
Pois o “um dia”, vira o hoje e o hoje vira o aqui e agora para sempre trilhar na linha da história da vida;
Pois a vida é uma história que contas a ti mesmo todo dia;
Qual história tens contado para ti?
A minha era o “um dia” que vira o hoje, o agora, a eternidade de infinitas possibilidades.