Sua criança e você!


Já foi visitar a sua versão mais jovem?

Você sabia que ela está em algum lugar aí esperando por você?

Louca para saber como estão as coisas, se o que ela fez te deixa orgulhoso.

Ela anseia para saber se tudo tem dado certo e se não deu, ela quer saber também, porque ela quer ajudar.

Ajudar  a você se reencontrar com o que sonhava antes da vida te engolir;

Reencontrar com você mesmo e com a sua inocência que acreditou precisar deixar de existir.

E aí há quanto tempo não visita a criança que mora no seu interior?

Há quanto tempo não tira ela para brincar, dançar e sorrir?

Há quanto tempo não escuta o que ela tem para te dizer ou apenas para ali deixa ela te ouvir.

Ela quer ouvir, ela quer falar, ela está esperando você dizer que todos as escolhas que ela fez, faz a vida valer.


Porque agora você é o adulto que assume o mundo e faz a vida daquela criança acontecer.

Da minha criança para a sua criança – de Nathalia Favareto

O olhar para a vida

Talvez o olhar para vida, deva ser aquele que nunca pensou em olhar;

aquele que traz o som calmo de uma melodia instrumental;

aquele que toca quando a chuva cai em países tão ensolarados que tudo parece se acalmar;

o olhar que muitas vezes é levado como chacota por acharem que é ilusionar-se demais.

Um sopro é o que se resume a vida, um sopro de segundos entre estar aqui ou não, por algum tempo, mas quanto tempo, não se sabe;

a forma como será vivida é decidida completamente por você, ninguém mais além de si mesmo.

Em minha vida houve várias versões de visões que escolhi ver e viver, mas hoje sentada aqui, nesse dia entre chuvas, frio e sol, percebi que não escrevo livros de amor e romance à toa, escrevo porque desde sempre há essa voz que ecoa, viva onde a calmaria de um romance repousa.

Se for para criar a sua história, crie-a na fórmula que faz seu coração pulsar de amor, de paz de construção e união.

Se for para ter um olhar para vida que seja de romantizar, sim, porque sou filha do Criador, eu Cocrio, e assim, escolho Cocriar tudo o que eu puder imaginar de amor, romance, compaixão e felicidade.

Tudo é um estado interno… e eu moldo o meu.

Como escolhe moldar o seu?

Nathalia Favareto

Sussurro

Oh minha querida menina, para que tanto sofrimento? Para que tanto sofrer?

A vida aqui é um sopro, tudo passa a cada anoitecer.

Que preocupação é essa que aflige sua mente?

Lembre-se que tudo não passa de um sonho que passa em sua mente.

Eu sou a resposta para tudo;

Sou Eu a vitória;

desapegue-se criança de todas as preocupações;

entregue- as a mim e viva em contemplação.

Viva a cada dia ele é o único que tens;

entregue-se a experiência, quanto antes acolher, antes o que achas ruim vai desaparecer.

O externo reflete, o que o interno esconde;

não tenhas medo de nada, pois tudo passa e a cada novo amanhecer;

olhe, veja o ontem;

é tudo passado e o hoje é o único dia que tens;

o único momento que podes agir para mudar, acolher e crescer;

estás nessa vida, vida para se expressar e apenas experienciar e experienciar a vida.

Para onde correr?

Não há momento como o agora;
no agora não há o que se preocupar com o futuro ou chorar e sorrir pelo passado.
A cada novo nascer do sol um novo dia uma nova vida;
pelo que está correndo atrás?
Para onde correr ou correr de onde?
Ao correr saiba, os piores monstros correrão com você, afinal cada um cria os seus próprios e se não parar e enfrenta-los passará a vida a correr e correr;
investirá sua juventude nessa corrida;
chorará pela juventude perdida pela tal corrida;
correr tanto… para onde tanto correr?
A mudança está na pausa, na observação que só no silêncio ocorre.
Corri tanto e tanto para em certa idade entender;
que não há para onde nessa vida correr ou chegar;
há apenas as sombras dos monstros criados a encarar.
O que é da terra na terra para sempre ficará;
o que é da alma com ela permanecerá;
a cada agora é uma escolha de correr para a terra conquistar;
ou pausar para observar e escutar o que o silêncio tem a revelar;
observar a mim mesma e conquistar a liberdade da minha alma com ajuda da terra aqui e agora e todo dia enquanto aqui estar;
esse é o único objetivo nessa vida alcançar;
na única certeza que o corpo passa, mas a verdade que a alma integra para a eternidade ela levará.
Correr para onde?
Quando o aqui e agora é onde sempre deve estar, é o infinito e eterno;
o que sempre deve-se aproveitar.

Nathalia Favareto

Talvez um dia

Um dia eu acordo e percebo quem eu sou;

um dia eu pisco e pronto tudo mudou;

um dia aquele sonho guardado na gaveta encontre uma forma de sair;

um dia o trabalho que desejo chega sem licença pedir.

Um dia quem sabe eu…

um dia a mais;

apenas, talvez mais um dia.

Um dia eu mudo, paro de contar esses absurdos;

um dia tudo se ajeita, mesmo não sabendo qual é o jeito;

um dia a vida acontece e a felicidade brota;

talvez um dia tudo isso faça sentido;

um dia quem sabe…

Um dia, talvez eu até case, mude de país ou esconda-me em meio a mata isolada;

um dia, quem sabe, talvez, um dia é tudo que preciso aguentar;

só mais um dia.

Ah, talvez um dia receba a recompensa por tudo que passei;

um dia, sim, um dia talvez tudo o que preciso é de um dia a mais para tudo se organizar.

Ah talvez se esse dia for hoje?

Hoje eu me torno quem eu sou;

hoje pisco e vejo que tudo mudou;

hoje vivo os meus sonhos;

visualizo, sustento, crio esse encontro, a vida do “um dia” no hoje e ponto.

Hoje, o dia que a escolha passa a ser minha e tudo muda;

hoje assumo a responsabilidade sobre a vida a mim doada;

hoje se torna ação da responsabilidade da história contada e recontada do “talvez” e aqui ela se encerra e fica acabada;

hoje eu realizo e vivo o que no “um dia” deixava para o acontecer e cantarolava.

Hoje eu vivo o agora, aproveito a jornada;

e o amanhã se torna agora e o agora o amanhã e então o agora no hoje vira a eternidade da realização da vida na vida de tudo o que havia sido um “talvez um dia”;

e o “um dia” passa a ser hoje e agora.

Hoje e agora eu realizo, crio, vivo, sustento e sigo sem espera, sem talvez;

apenas sou o que sempre acreditei que a vida para mim deve ser;

pois se eu posso imaginar, eu posso criar;

se eu posso criar eu posso viver;

se eu posso viver, vivo a sonhos realizar.

E hoje eu crio agora e risco da história da minha vida antes contada o “talvez um dia”;

Pois o “um dia”, vira o hoje e o hoje vira o aqui e agora para sempre trilhar na linha da história da vida;

Pois a vida é uma história que contas a ti mesmo todo dia;

Qual história tens contado para ti?

A minha era o “um dia” que vira o hoje, o agora, a eternidade de infinitas possibilidades.

Nathalia Favareto

Ultimamente

Ultimamente tenho adquirido respostas de onde achava que não havia nada;

ultimamente, tenho encontrado conhecimento de onde antes eu só via distração e fuga;

ultimamente tenho descoberto que o aprendizado também pode estar na diversão, no abrir mão do isso ou aquilo e apenas observar, sentir, sem julgar.

Ultimamente é como se frequentemente o mundo me mandasse respostas que inconscientemente perguntei;

é a paz em saber que nada sei;

que o me conhecer vem de tudo ao meu redor.

Ultimamente tenho visto o belo em tudo e aprendido que isso não significa que tudo está belo, mas sim, que frequentemente o belo vai estar em tudo;

ser tudo, como tudo apenas se é.

Ultimamente tenho me sentido mais eu, mesmo sendo o eu que eu mesma ainda não conheço e que frequentemente, agora, passo a conhecer;

reconhecer, acolher e amar.

Nathalia Favareto