Albert Einstein uma vez disse: “Insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes”
A energia precisa ser mudada, modificada, movimentada;
grite, de vez em quando;
chore, de vez em quando;
sem esquecer de sorrir de vez em quando, se puder sempre.
A vida foi feita para ser sentida de todas as formas, desde as maiores dores até as maiores alegrias;
se olhar bem no fundo, as duas são as mesmas coisas, o que muda é a forma como elas são acolhidas;
uma com uma conotação de boa, uma ligação;
outra com conotação de ruim, uma aversão;
e nesse jogo de puxa e empurra;
a tendência é puxar o que é conotado como certo, a sanidade, e empurrar o que é visto como errado, a insanidade;
quando a realidade são as duas coexistindo em equilíbrio e igualdade.
Loucura mesmo é seguir na mesma direção todos os dias sem nem ao menos observar e questionar;
fazer e refazer os mesmos sentimentos, ter as mesmas ações e esperar que a mudança venha do nada, de um milagre, quando até mesmo o milagre é preciso de uma ação de permissão;
quando uma não ação é uma ação.
Tudo na vida é energia e energia é movimento, onde movimento é ação;
e quando tudo é movimento, a mudança mora em algum lugar entre ações repetidas e uma ação consciente aqui e agora, hoje e amanhã, em apenas um minuto, um segundo ou um milésimo.
Em Eclesiastes capítulo 10 versículo 3 diz: “E, até quando o tolo vai pelo caminho, lhe falta entendimento, e diz a todos que é tolo.”
As próprias ações de cada um mostram sua insanidade, e talvez, o querer se encaixar para pertencer seja a maior das loucuras de todas as loucuras dessa irreal realidade;
pois nela não há sinceridade e nem verdade;
há apenas o esconder e mascarar por medo de em nenhum lugar se encaixar.
Ultimamente tento a mim mesma de louca não chamar;
quando na verdade, em meio a loucura de distrações diárias me deixo levar;
por momentos de não ação continuo muitas vezes a caminhar;
repetindo os mesmos passos e em oração um milagre a esperar;
quando é preciso não somente o observar – orar – mas também a ação – mudança – para o milagre alcançar.
Ultimamente ando sem clareza para a tal ação executar;
e foi aí que descobri que o entregar, confiar e viver o que foi-me apresentado, também é uma forma de agir para mudar;
a completa entrega;
a confiança de que algo maior está a orquestrar aquilo que eu não consigo, ainda ter ação para mudar;
Eu queria ser perfeita e escondi de mim mesma tudo o que me fazia única;
Eu apenas queria ser amada, então amei a todos, menos a mim mesma, aceitei a todos menos a mim mesma;
me tornei uma visão distorcida do que eu creditava que todos queriam, mas não me tornei eu mesma.
Eu só queria um relacionamento, mas não sabia que para tê-lo precisava primeiro ter a mim mesma por inteira e aceitar tudo o que acreditava ser defeito, me vulnerabilizar e viver sem medo.
Sem medo da rejeição;
sem medo de ser a imperfeição;
sem medo de sentir, de doer e de, talvez, também ferir.
Eu apenas queria não estar só, mas a solidão se tornou a minha companhia;
tudo isso apenas porque eu tinha medo de ser ferida;
porque na inconsciência de minhas memórias de tantas realidades vividas, acreditei que amar doeria;
quando, na verdade, o amor cura, liberta e desperta o maior poder, a felicidade plena de apenas Ser.
O melhor lugar do mundo é onde a paz reina, a mente cala, o corpo relaxa;
o lugar onde tudo se encaixa, onde tudo é sentido sem ser extasiado ou sofrido, apenas sendo o que se é.
O melhor lugar do mundo é aquele em que a luz e a sombra dançam uma valsa fluida, onde há vida e a vida pode ser vivida;
o melhor lugar do mundo é onde o amor te chama, te abraça, te acolhe, mesmo que alguns espinhos possam te furar;
pois o melhor lugar do mundo é aquele que o amor reina quando ao se olhar no espelho não mais medo de si mesmo estar;
e sim saber que em si mesmo, em todas as suas partes, são as paredes da casa que constroem o seu lar e o torna o melhor lugar do mundo para se estar, permanecer e explorar.
tens se sentido cansado, perdido, anestesiado, pressionado, confuso.
Uma neblina parece ofuscar a visão;
um campo de guerra se aponta lá fora,
o caos parece se instalar em apertos de mãos e sorrisos;
sentes sufocado, estilhaçado, traído, abandonado e rejeitado.
Sim, Eu sei de tudo isso;
sei que se identificas com tudo isso, mesmo sabendo que não és nada disso.
Sei também que no silêncio, no mais íntimo do seu ser, clama por ajuda, e Sei ainda mais, pois sei algo que não sabes…
Eu, Aquele que chamas de Deus, jamais o abandonei, jamais o rejeitei, e esse caos que se vê espalhar, é total e plena reação da ação;
ação daqueles que se afastaram do amor, se afastaram de quem Eu Sou.
O que vês e sente Eu jamais quis;
a escolha é toda sua;
Eu jamais o rejeitaria, sufocaria, o prenderia em uma névoa cinzenta e o abandonaria.
E sabes por que pensas assim? Sabes por que pensas que isso é fruto meu?
Porque sua visão de amor é falha, fraca, irreal;
Porque não sabes de verdade o que é amor ou amar e é por isso que aqui estás.
O amor tudo dá, tudo apoia, tudo suporta, mesmo sabendo das consequências, porque o amor respeita o livre-arbítrio, pois há amor em cada escolha, em cada aprendizado, em cada dor, lágrima e naquilo que chama de sofrimento.
O verdadeiro amor nada em troca deseja, ele somente deseja dar, doar, servir.
Se Me chamas, Eu atendo de prontidão, não tardo um milésimo de segundo, mas tu, porém, tu não estás calado, em silêncio, atento o suficiente para Me ouvir;
vives apressado e desatento.
Orai e Vigiai!
Do que adianta orar se não está em vigia?
Se depois dormes e volta aos mesmos padrões.
Não penses muito no que é certo ou errado;
não penses muito em qual é a ação correta;
não há tal coisa, apenas há a experiência para o crescimento no amor.
Mas se realmente queres saber como deves ser, olhe para você.
Saibas que trata a todas as coisas da mesma forma como tem tratado a si mesmo;
saibas que o outro tem reagido conforme a sua forma de ação com você mesmo.
Orai e vigiai!
Saia da reação inconsciente, vá para a ação consciente do amor.
A forma como trata a si mesmo é a forma como o mundo vai te tratar.
Olhe! Questione!
Se tens se achado vítima de algo, então és vítima de si mesmo;
de suas próprias criações de ação e reação.
Eu, Aquele que chama de Deus, jamais o abandonei ou abandonei a qualquer um, esse é um pensamento humano;
Eu apenas estou aqui à espera da sua volta para casa;
de seu pedido de ajuda e de sua permissão para, então, me fazer ouvir.
Um pai ou uma mãe, jamais deixa um filho as minguas, seja criança ou adulto;
a criança chora ao pedir por algo, o adulto precisa pedir e estar pronto para ouvir, soltar, abandonar as dúvidas, receber.
Eu Sou o Pai, Mãe, Vida e fiz a todos e tudo a minha imagem e semelhança;
dei a vocês o maior dom, o amor e o maior poder, o de criar, cocriar, seja lá o que for, e isso que tens visto no mundo hoje é resultado do que tem sido cocriado;
deixei-os livre para o fazer, onde cada um colhe a semente que planta.
Mas não penses que Eu assisto de longe;
Eu vejo de perto;
Porém tu estás mais preocupado com suas performances nas relações do externo;
quando a única relação nessa vida que importa é a com você mesmo e Comigo. Comigo.
O único caminho que deves trilhar é o de voltar para casa;