Eu queria ser perfeita e escondi de mim mesma tudo o que me fazia única;
Eu apenas queria ser amada, então amei a todos, menos a mim mesma, aceitei a todos menos a mim mesma;
me tornei uma visão distorcida do que eu creditava que todos queriam, mas não me tornei eu mesma.
Eu só queria um relacionamento, mas não sabia que para tê-lo precisava primeiro ter a mim mesma por inteira e aceitar tudo o que acreditava ser defeito, me vulnerabilizar e viver sem medo.
Sem medo da rejeição;
sem medo de ser a imperfeição;
sem medo de sentir, de doer e de, talvez, também ferir.
Eu apenas queria não estar só, mas a solidão se tornou a minha companhia;
tudo isso apenas porque eu tinha medo de ser ferida;
porque na inconsciência de minhas memórias de tantas realidades vividas, acreditei que amar doeria;
quando, na verdade, o amor cura, liberta e desperta o maior poder, a felicidade plena de apenas Ser.
O melhor lugar do mundo é onde a paz reina, a mente cala, o corpo relaxa;
o lugar onde tudo se encaixa, onde tudo é sentido sem ser extasiado ou sofrido, apenas sendo o que se é.
O melhor lugar do mundo é aquele em que a luz e a sombra dançam uma valsa fluida, onde há vida e a vida pode ser vivida;
o melhor lugar do mundo é onde o amor te chama, te abraça, te acolhe, mesmo que alguns espinhos possam te furar;
pois o melhor lugar do mundo é aquele que o amor reina quando ao se olhar no espelho não mais medo de si mesmo estar;
e sim saber que em si mesmo, em todas as suas partes, são as paredes da casa que constroem o seu lar e o torna o melhor lugar do mundo para se estar, permanecer e explorar.